Sem agência. Sem grupo no ônibus. Sem guia que você só conhece no aeroporto. Sou eu do primeiro áudio no WhatsApp até o último abraço antes do voo de volta.
Cresci no Brasil, mudei pro Chile, e há uns anos comecei a receber amigos de amigos que vinham passear. Um foi indicando o outro. Hoje só trabalho assim.
Não tenho equipe. Não tenho escritório. Não tenho catálogo de pacote. Tem eu, meu carro, meu telefone, e o tempo que eu reservo pra cada família que aceita vir.
Quando você desce em Santiago, eu tô lá embaixo no desembarque com o seu nome num papel. E fico até você embarcar de volta.
Do aeroporto ao aeroporto. Não passo a viagem pra outro guia. Não tenho equipe. Sou eu o tempo inteiro.
Sei o que o brasileiro estranha, o que ele quer fotografar, e o que vai gostar de comer. Falo seu idioma sem esforço.
Sem intermediário, sem central, sem robô. Quem responde no WhatsApp sou eu, do meu próprio celular.
Eu monto do zero pro seu perfil, ritmo e tempo. Sem roteiro pronto. Sem dia gastando com o que você não quer.
Neve de verdade pra quem quer contemplar. Levei 40 brasileiros no último inverno. Nenhum esquiou.
Mais perto de Santiago. Subo Los Caracoles devagar, com parada nas curvas certas.
Tem dia que o melhor passeio nem tá no mapa. Mirantes que descobri dirigindo, levo cliente quando o clima permite.
Uma hora e meia de Santiago. Cerros coloridos, casario em ladeira, escadas antigas, arte urbana que ninguém pinta igual.
Levo no fim da viagem, quando a neve já cansou. Almoço com vista do Pacífico, tarde caminhando, volta antes de escurecer.
Não precisa de duas noites. Só de um dia, e do guia certo.
Subimos Los Caracoles devagar num sábado. A senhora de 67 anos chorou na curva 23. Disse que achou que ia morrer sem ver aquilo.
Cheguei com soro, coca de mate, e o telefone do médico que atende brasileiro em San Pedro. Ela fez o Tatio inteiro. Voltou dizendo que foi o melhor dia da vida.
O moleque tinha 11 anos, o pai nunca tinha saído do Brasil. No último dia o pai me abraçou no aeroporto e ficou sem falar nada por 15 segundos.
Manda áudio, texto, foto. Do jeito que for. Eu respondo eu mesmo, geralmente no mesmo dia.
Você me conta quem vai, quantos dias tem, o que sonhou ver. Eu te falo o que faz sentido e o que não faz.
Mando por escrito, dia por dia, com valor fechado. Você lê com calma, ajusta o que quiser.
A partir daí é comigo. Você só precisa acordar e ir.
Cresci no Brasil, mudei pro Chile, e há uns anos descobri que receber brasileiros nessa cordilheira virou o que eu quero fazer pra sempre.
Cada família que vem é uma viagem nova. Cada criança que pisa na neve pela primeira vez, cada mãe que chora na vista da Laguna, cada pai que volta dizendo que foi o melhor dia da vida — isso não cabe em pacote, em planilha, em catálogo.
Por isso atendo um por vez. Por isso vou junto. Por isso quem viaja comigo salva o contato.
Depende do que você quer ver. Junho a setembro pra neve. Dezembro a março pra Patagônia. Atacama o ano inteiro, mas evite janeiro se odeia gente.
Vou. Do aeroporto ao aeroporto. Só não durmo na sua casa.
Não tem tabela porque cada viagem é uma. Me chama no WhatsApp, me conta quantos dias e quantas pessoas, e eu te mando valor fechado em até 48h.
Atendo bastante. Tenho cadeirinha, sei onde tem banheiro limpo, sei o restaurante que serve macarrão sem demora. Roteiro com criança é outro roteiro, e eu sei fazer.
Até 8 pessoas eu mesmo dirijo e atendo. Acima disso eu não pego — perde o motivo de me chamar.